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Consciência Negra: Em Itabuna, movimento sindical marcha contra o racismo

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Numa caminhada organizada pela Frente Brasil Popular, CTB e CUT, o movimento sindical e o povo de terreiro marchou pela Avenida Cinquentenário, em Itabuna, na tarde desta segunda-feira, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. O ato contou com a participação de integrantes do Ilê Axé Odara.

A caminhada chamou atenção da população de Itabuna para as desigualdades e injustiças vividas pela população negra. “Os índices mostram que ainda existe um abismo racial em nosso país”, afirmou Jairo Araújo, presidente do Sindicato dos Comerciários de Itabuna. “A população negra é mais atingida pela violência, desemprego e falta de representatividade”, emendou Jairo.

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No mercado de trabalho, pretos e pardos enfrentam mais dificuldades na progressão da carreira, na igualdade salarial e são mais vulneráveis ao assédio moral, afirma o Ministério Público do Trabalho.

De acordo com o Atlas da Violência 2017, lançado Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),  a população negra também corresponde a maioria (78,9%) dos 10% dos indivíduos com mais chances de serem vítimas de homicídios. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública homens, jovens, negros e de baixa escolaridade são as principais vítimas de mortes violentas no País. A população negra corresponde a maioria (78,9%) dos 10% dos indivíduos com mais chances de serem vítimas de homicídios.

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Mulheres

Em 2015, cerca de 385 mulheres foram assassinadas por dia. A porcentagem de homicídio de mulheres cresceu 7,5% entre 2005 e 2015, em todo o País.

Segundo o Atlas, em inúmeros casos, as mulheres são vítimas de outras violências de gênero, além do homicídio.

Com informações de Carta Capital